Moda Hype abre a maratona de desfiles no Fashion Rio

1 06 2011

A 14ª edição do Prêmio Rio Moda Hype abriu a temporada de verão do Fashion Rio 2012, no Píer Mauá, Rio de Janeiro, neste domingo (29). Com a proposta de levar um total de 100 looks à passarela, criados especialmente para o evento, a apresentação foi dividida em dois blocos de desfile, com a participação de cinco estilistas em cada etapa.

Confira como foi a apresentação de cada novo talento do cenário nacional:

Akihito Hira (DF): inspirado na alfaiataria mimética, apresentou desenhos e formas enganosas em desconstruções de tecidos de algodão e lã, malhas e tricôs. Destaque para golas que fingiam decotes, tudo em tamanho maximizado, além do jogo de proporções entre o curto e longo e algo mediano, modelagem ampla e acessórios feitos em couro ecológico. A proposta de Akihito era dar nova silhueta a costumeira rigidez das formas masculinas. Seu público é aquele do tipo desapegado a convenções. Repetiu o bom resultado de sua coleção de inverno 2012 no mesmo evento.

Janiero (SP): inspirada no festival hindu Holi, também conhecido como Festival das Cores, a marca trouxe muito color blocking, inclusive nos acessórios de cabelo (garrafinhas feitas com areia colorida na função de bobs). Em materiais como o tricô em fios de viscose, tule com elastano, lycra e crepe, foi apresentada uma coleção de looks que remetiam a lingeries (característica maior da Janiero) em formas amplas trabalhadas na técnica da moulage.

Velt (RJ): a coleção foi batizada de “Get to Work”, ou seja, na passarela homens trajados como operários fashion, buscando referências no famoso jeans usados pelos trabalhadores de fábrica e reinterpretando em malhas estonadas, tricoline, garbadine e tricô, se valendo até de uma maquiagem que imitava as graxas dos equipamentos. No desafio de imprimir conceitos pouco masculinos, Velt trouxe calça de cintura alta e bolsa para fora.

André Lucian (RJ): as obras do artista Kevin Francis Gray foram a fonte inspiradora do estilista que dá nome a marca. Abusando da imagem do preto que esconde em looks totais, a ideia de André baseou-se na brincadeira do esconde e mostra, função exercida pelas transparências. A mistura de materiais e pesos garantia a proposta da dualidade. Algumas modelos apareceram como o rosto coberto por acessório franjado.

Sann Macuccy (DF): a coleção Baba Yaga trouxe cores escuras meio a transparência, sobrepondo peças ajustadas e outras volumosas. Uma das apostas forte da coleção foram franjas. Destaque para um look masculino plissado e drapeado, assim como um ousado short masculino transparente.

Martins Paulo (PI): a partir da arte de Beatriz Milhares, o piauiense recorreu a formas circulares para desenvolver sua coleção verão 2012. Os tecidos planos em base de algodão somados aos recortes e estampas criavam aspecto tridimensional, que partiam de tonalidades frias evoluindo às quentes. Construções arredondadas e sobrepostas silhuetavam o corpo de sua mulher.

Lucas Magalhães (MG): mais um estilista a recorrer aos trabalhos de artistas plásticos. Desta vez, a obra de Roy Lichtenstein (um dos grandes representantes da pop art) foi o objeto de representação em moda do mineiro, que participa pela segunda vez do Rio Moda Hype. Pontuada pelo contraponto de materiais, estampas, modelagens ajustadas e alongadas, Lucas trouxe mangas soltas e muitas cores fortes que animavam o grafismo.

Branchée (RJ): “Nossa Senhora dos Vestidinhos” é o nome batizado para a coleção da estilista Carolina Herszenhut. Nesta reza fashion, ela apelou para as mangas bufantes, babados, paetês dourados nas barras de vestido e short, além das referências religiosas nas fitinhas de pedido e vitrais de igrejas. Curiosidade: alguns looks foram tingidos com chá e borra de café.

Soddi (BA): “Será que o mundo vai acabar? Se sim, que este seja o melhor verão de todos”. É sob este questionamento que Solon Diego Barros Silveira desenvolveu sua coleção, que partiu do branco, passando pelo verde, azul, lavanda, rosa, laranja e amarelo. Destaque para os rasgos nas costas de algumas peças e as cores em bloco nos looks masculinos, além do macacão que fechou o desfile. Turbantes serviram como viseiras neste mundo a beira do fim.

Dobra (RJ): mundo real e virtual delineiam a inspiração do estilista da marca, Antônio Gued. O público da Dobra (geeks e designers) terão a oportunidade de vestir na próxima estação maxi cardigãs com capuz, peças duas cores e até a capa de chuva que ganha informação de moda e vira peça fashion. Peças que se desdobram em outras também marcaram o desfile da Dobra. Por exemplo: maxi camisetas viraram vestidos. Nos acessórios, meias de tule com ilustrações de tatuagem.

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